Leticia Squeff lança livro “Uma galeria para o Império” na Livraria da Vila

Livro conta história de obras que iriam compor o primeiro museu de arte do Brasil e traz imagens raras; lançamento será dia 26 (sexta-feira), a partir das 19h, na Livraria da Vila da Vila Madalena (Rua Fradique Coutinho, 915)
 
Pra que serve um museu de arte? Por que as pessoas vão a um museu de história? Essas duas perguntas estão por trás do livro “Uma Galeria para o Império” (Edusp, 200 páginas) que a historiadora Leticia Squeff lança no próximo dia 26 de abril, em São Paulo.
O livro conta a história da Coleção Escola Brasileira, reunida no final do século 19 dentro da Academia de Belas Artes, instituição criada por Jean-Baptiste Debret e por outros artistas da chamada Missão Artística Francesa. A coleção tinha como objetivo apresentar uma tradição artística, mostrando em quadros, a história do país, a natureza tropical, retratos dos governantes, entre outros, feitos pelos melhores artistas da Academia. Essa coleção havia sido concebida para ser o início de um museu de arte e de história do Brasil – algo que não existia no país.
“Quando a Coleção Escola Brasileira – que era na verdade um modo de chamar esse grupo de quadros – ficou pronta, o império estava chegando ao fim. Em 1879, as instituições monárquicas eram alvos fáceis para os críticos. E todo o mundo achava aqueles quadros muito antigos. Com a proclamação da República, a coleção foi desmontada. E ficou para uma outra geração – a dos artistas modernistas – a tarefa de reinventar o que era arte brasileira, tradição e patrimônio”, conta Leticia.
A autora prossegue explicando que só um século mais tarde é que o Brasil passou a debater a arte brasileira e sua história. “Muito se perdeu neste longo período; de obras à cultura”, explica Leticia, que também discute no livro a função da Academia de Belas Artes no final do Reinado de d. Pedro II e os impasses para se constituir uma tradição artística no Brasil.
“Por serem instrumentos de conservação da memória e de celebração do passado, os museus são importantes para a consolidação do sentimento nacional. É por isso que se tornam instituições necessários entre as nações modernas”, ressalta a autora.
O livro reúne imagens raras, algumas inéditas, das obras que iriam compor o museu adiado.
“Talvez não seja exagero dizer que a questão de uma “escola brasileira” permaneceu sendo um tema mais tarde, mesmo entre os modernistas, revestida de outros nomes e de outras demandas. A idéia de uma escola brasileira ficaria, assim, não como um sonho ou como farsa, mas sim como uma espécie de fantasma a assombrar as próximas gerações”, escreve Leticia em “Uma Galeria para o Império”.

 

Sobre a autora:
Leticia SquLeticia Squeffeff é bacharel e mestre em história pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da (USP) Universidade de São Paulo. Fez doutorado em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e pós-doutorado no Instituto de Artes da Unicamp. É professora de História da Arte Ocidental da Unifesp. É autora de “O Brasil nas Letras de Um Pintor” (Editora Unicamp) e de diversos artigos sobre arte no Brasil e na América Latina.

 

SERVIÇO

Lançamento: “Uma Galeria para o Império”, Letícia Squeff.
Dia 26 de abril (sexta-feira), às 18:30h, Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915)
Informações para a imprensa: Larissa Squeff (11) 9-8696-1288

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